Chef maranhense leva o melhor do Nordeste para a capital do Tocantins

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Restaurante Cabana do Lago serve principalmente peixes encontrados com abundância nos rios Tocantins e Araguaia.

 

Coragem é uma palavra que resume bem a trajetória de Rosa Nunes. A maranhense fechou sua loja de roupas em Imperatriz para entrar de vez na cozinha. Detalhe: ela resolveu montar o negócio na mais recente capital do Brasil, Palmas, que na época estava em construção. Para não deixar o espírito desbravador de lado, Rosa quis abrir o primeiro restaurante de comida típica nordestina da cidade. Dezessete anos depois, sabe como poucos fazer um prato regional.

 

No início, a chef cozinhava mais com pescada-amarela, muito comum no litoral do Maranhão. Com o tempo, ela incorporou ao cardápio do Cabana do Lago peixes encontrados com abundância nos rios Tocantins e Araguaia, entre eles pintado, filhote, pirarucu e tucunaré, espécie mais consumida em Palmas. Por causa dessa tradição, um dos pratos mais procurados no restaurante de comida baiana é o tucunaré em pé. Rosa desenvolveu uma forma de fritar o peixe para que ele fique em posição vertical no prato. De acompanhamento, vinagrete, farofa, arroz branco e pirão.

 

Rosa Nunes, 52 anos – Palmas (TO), chef do Cabana do Lago

Entre os ingredientes típicos do Tocantins, a maranhense destaca o babaçu, palmeira nativa da Região Norte do Brasil. “Faço um molho com o leite do babaçu para temperar filé de tucunaré grelhado. É como se fosse leite de coco, mas com sabor um pouco mais acentuado e bem exótico”, comenta. Já o óleo se transforma em azeite, usado para substituir a manteiga na hora de preparar tapioca.

 

INFÂNCIA Mesmo com o sucesso dos pratos regionais, Rosa não se esquece de suas raízes nordestinas e continua a preparar o que aprendeu desde pequena com a mãe, nascida em Pernambuco. Aos 7 anos, ela já subia na cadeira para cozinhar no fogão a lenha.

Destaque para a carne de sol preparada de uma maneira peculiar, que pode ser de alcatra, picanha, filé e carneiro. “Depois de temperar, deixo escorrendo uma noite toda, espero murchar e levo para o freezer. A carne fica suculenta e com sabor de como se estivesse ido ao sol.” Para acompanhar, feijão-de-corda, feijão-verde com abóbora, maxixe e quiabo, arroz branco, baião de dois, purê de mandioca, paçoca de carne seca, mandioca cozida e, finalmente, rapadura de sobremesa.

Filé à parmeginana de pirarucu

 

Ingredientes

200g de filé de pirarucu;

1 xícara pequena de farinha trigo;

1 ovo;

1 pitada de sal;

farinha de rosca;

1 xícara de molho de tomate;

1 pitada de açúcar;

2 fatias de muçarela

 

Modo de fazer

 

Corte o filé em bifes e tempere com sal a gosto. Passe na farinha de trigo, no ovo ligeiramente batido e, em seguida, na farinha de rosca. Frite e deixe escorrer em papel-toalha. Faça um molho com extrato de tomate e coloque sobre o filé e as fatias de muçarela e leve ao forno para gratinar. Se preferir, coloque um pouco de queijo parmesão ralado antes. Monte o prato com arroz branco, batatas fritas bem douradas e salada.

 

Fontes: http://www.em.com.br

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